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Zig-zag
A instalação Zig-zag encarna, em sua forma mais sintética, uma investigação sobre a vitalidade do têxtil. Sete volumes acolchoados, curvos e revestidos por veludo em tons de carne rosada se alinham verticalmente, como segmentos de um corpo em dobra contínua. O tecido aqui não é apenas matéria, mas um organismo que articula um movimento vital — interrompido e reconstituído — e que, ao mesmo tempo, alude ao ponto de costura que dá nome à obra: o zig-zag, utilizado para impedir que o tecido desfie ou para unir partes com maior resistência. Nesse gesto sutil de transposição, aquilo que é geralmente invisível — o detalhe técnico, o ponto mínimo — é ampliado, deslocado para o campo da escultura.
Zig-zag, 2023
tecido macio, enchimento, costura, papel cinza e
cola de contato.
Dimensões: 278 x 48 x 25 cm
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